Planejamento financeiro é o segredo para não se endividar e realizar seus sonhos
29/11/2011Faltou dinheiro para pagar uma conta.
Aquele passeio vai ter que ficar para a próxima. No meio do mês o salário já se
foi quase inteiro e ainda tem a fatura do cartão de crédito para pagar. Pessoas
que passam por situações como essas tendem a ficar estressadas, desmotivadas e
infelizes, pois existe uma relação direta entre dinheiro e qualidade de vida. É
o que afirma a economista e analista de processos da Fundação Amaral Carvalho
(FAC), Patricia Botari. E as coisas podem ir mais longe. “Uma pessoa com problemas
financeiros tende a ficar distraída e, consequentemente, sujeita a acidentes de
trabalho. Além disso, tem a probabilidade de produzir menos e comprometer sua
vida profissional”, diz. Então, será que até mesmo a qualidade de vida depende
do dinheiro? “Em termos, sim. A gestão eficiente das finanças pessoais reflete
diretamente na qualidade de vida”, esclarece Patricia. A economista afirma
ainda que, para se sentirem mais seguras e felizes, as pessoas devem se
planejar financeiramente. Uma questão de necessidade O relacionamento com o
dinheiro, o significado que damos a ele e as coisas que podemos comprar, fazem
toda a diferença na vida financeira. Pessoas suscetíveis à opinião do meio
social e aos apelos de marketing têm maior tendência a se endividar, bem como
aqueles que querem ser aceitos em um grupo social pelos bens materiais que
possui. “Na verdade existem muitos problemas em relação ao significado do
dinheiro em nossas vidas, e infelizmente vivemos numa economia que favorece
isso: os ambientes são projetados para que as pessoas passem seu tempo
consumindo e adquirindo bens”, pontua Patricia. Campanhas publicitárias tentam
despertar nas pessoas a insatisfação constante — seguida pela necessidade de
aquisição. Até mesmo as crianças entram nesse ciclo vicioso. A profissional da
FAC lembra que no ambiente familiar as pessoas tendem a querer compensar o
tempo que dedicado ao trabalho com aquisição de coisas. Não raro ouvimos
justificativas como “Eu trabalho tanto, mereço um agrado” ou então “Passo tanto
tempo longe de casa, preciso compensar essa ausência para meus filhos de alguma
forma”. Patricia explica que é preciso compreender que a aquisição de coisas
não compensa o descontentamento no trabalho, a insatisfação pessoal, traumas ou
falta de tempo dedicado aos entes queridos. “As aquisições materiais trazem
bem-estar temporário apenas”. Há uma máxima em economia no seu próprio
significado que diz que “economia é a ciência que estuda a escassez, e a
escassez existe porque as necessidades humanas são ilimitadas e os recursos,
limitados”. Diante disto e da complexidade da estrutura do ser humano e dos
relacionamentos sociais, as pessoas sempre criarão necessidades. Conforme
salienta a economista, assim que suprem uma necessidade, as pessoas logo
encontram outra e nunca estão satisfeitas. “Por isso a tendência a consumir e
gastar cada vez mais”, diz. Organização O sinal de alerta de que as finanças
não vão bem é o sentimento de que realmente “sobra mês no fim do salário”,
conforme o dito popular. Essa situação não é normal e não deve acontecer.
Planejar e distribuir a renda de maneira que as despesas sejam menores que a
receita, é imprescindível. “As pessoas devem ter consciência de que o
planejamento é a ferramenta adequada para gestão da vida financeira”, ressalta
a profissional. Mas, e os imprevistos que podem comprometer nosso dinheiro?
Todos estão sujeitos a isso, é verdade. Contudo, se houver planejamento e
organização, as pessoas estarão preparadas, inclusive para imprevistos.



